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agosto 16, 2010

Michael Cuscuna

Se Rudy Van Gelder foi importante como engenheiro de som para e Editora Blue Note,
Michel Cascuna foi como produtor, estes dois Srs, fizeram um trabalho louvavel ao longo dos anos. Só podemos agradecer e esperar o devido reconhecimento em vida!!!!

agosto 08, 2010

Rudy van Gelder

Um post bastante merecido para um homem impar,  Rudy van Gelder um verdadeiro visionario de sons !!! Sem ele muitos dos tesouros editados pela  editora Blue Note, näo circulavam pelas estantes de Jazz em todo o mundo. Mesmo contra todas as adversidades comercias, este homem trilhou o seu caminho e seguiu em frente, o resultado säo preciosodades que nos enchem a alma. O seu som (é engenheiro de som) é inconfundivel! Para quando um grammy???!!!!

fevereiro 22, 2010

Michael Bublé

A questão é simples, vale a pena apostar nestes novos Crooner`s como é o caso de Michael Bublé, e dos instrumentistas que os acompanham?
Do ponto de vista das grandes Editoras acho que sim, devem facturar imenso!
Mas e nós?! Os apaixonados pela música e por estes temas tão sugestivos, tão jazzisticos? O que devemos pensar e sentir?! Eles são todos putos novos, todos eles com formação superior em música, a tentar ganhar espaço a cantar ou a tocar. Dou comigo muitas vezes a pensar nestas questões, os puritanos do Jazz torcem o nariz a muitos deles....
Eu ouço, mas geralmente não compro este tipo de discos...

The Way you look tonight (Jerome Kern/ Dorothy Fields)

janeiro 18, 2010

Moody Blues - Nights In White Satin

Uma das coisas que mais me doeu, no meu degredo para a Guiné, foi a falta do meu companheiro do costume. Essa terapia maravilhosa que é o jazz. Exactamente onde mais falta me fazia, não estava lá. Não havia ipod's nem MP3 nem DVD. Apenas aqueles discos pretos, meus amigos estimados, que me era impensável sujeitar às severas condições locais.
No entanto, num buraco chamado Fulacunda, onde fui despejado, havia, para minha surpresa, um gira discos portátil, estereo, com colunas destacáveis, e um disco. Só um disco! Days of Future Passed. Não conhecia, arredado que estava de quase tudo o que não era jazz.
Passei horas de ócio, que na situação era quase todo o dia, sentado entre as duas colunas, a ouvir essa única âncora à civilização. Simplesmente a ouvir ou acompanhando a leitura dos poucos livros que me couberam na bagagem. Durante quatro meses!
Essa música funcionava como suporte onírico fazendo-me voar para fora daquele local, para perto dos que amava, para os locais familiares e inventados, para perto do meu mar.
Deparei com este clip que representa um pouco essas viagens



São estes os sítios mas eu o mesmo não sou ... nem eles...


Quando vejo estes músicos, décadas passadas, a repetir os mesmos solos, as mesmas orquestrações ad nauseam, sempre me ocorre se são homens ou máquinas que actuam. é por isso, também, que adoro o jazz; o pavor da rotina.

setembro 28, 2009

Roads

Roads

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Storm.. in the morning light
I feel
No more can I say
Frozen to myself

I got nobody on my side
And surely that ain't right
And surely that ain't right

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

setembro 25, 2009

Nefertiti - Wayne Shorter

Apetece-me deixar aqui uma nota autobiográfica que, de certo modo, responde a alguns amigos que me perguntam qual a música da minha preferência. Fico quase na situação de, ao observar uma noite estrelada, ter de escolher qual a estrela que prefiro.
A música sempre me fez sonhar acordado. Tenho gravações, no velho vinil, que quase se gastaram, de tanto serem ouvidas. Uma delas, que já deixei para o meu filho, foi o álbum de Miles Davis, Nefertiti. Comprei a edição em CD e continuo a ouvi-lo.
Não sei explicar porquê, mas a audição dos temas Nefertiti e Fall desse album, sempre me fizeram sonhar com o mar. Viajar sem destino num mar calmo de verão, longe da costa, tendo por companhia o remorejar do casco, cortando as águas, e o piar das gaivotas voando sobre mim por puro prazer. Por certo o seu autor, Wayne Shorter, nunca se meteu num barco e isso prova que a música nada significa para além dela própria.
Muitos anos decorreram até poder concretizar esse sonho mas, já depois dos 50, pude aliar esses dois supremos prazeres: vela e jazz. Nada mais sublime que realizar um sonho. Velejar ao som de Miles, nesse clima de contemplação e liberdade que as composições de Shorter, pontificadas pelo piano de Herbie Hancock e pela bateria de Tony Williams, deram a este final da época acústica de Miles. Só lamento que essa experiência não tivesse sido partilhada por outras almas, mas faltava sempre um elemento comum; estavam indisponíveis, não gostavam de Miles ou enjoavam...
Porquê esta história agora? Quando acordamos de um sonho temos necessidade de o partilhar com outros, sem entender que um sonho não pode ser partilhado.
Aqui apenas posso partilhar a música:
No original :Nefertiti
e na versão de um talentoso e desconhecido pianista:



Para ouvir 30 segundos de cada tema do álbum ou para comprá-lo clique aqui