maio 31, 2010

David Sanborn

Não é de todo um músico que eu tenha reunido conhecimento técnico-musical sobre a seu percurso artístico, não acompanhei a sua carreira, nem tenho registos discográficos,  mas é uma injustiça não retrata-lo aqui neste espaço plural, onde a poesia, a música e a dança ganharam espaço e relevo.
O trabalho de David Sanborn   como divulgador e impulsionador do Jazz em particular, e de músicos em geral tem que ser enaltecido! Geralmente acontece em programas televisivos onde convida e faz desfilar talentos, uns consagrados outros não.Este post em particular toca com a fina flor...
Deixo  aqui um clássico de Bill Withers,

Use Me (Bill Withers)

maio 30, 2010

George Coleman Jr

Familiar (filho) do saxofonista George Coleman, este poderoso e musculado baterista enfeitiça-nos com o seu timbre numa batida compassada e muito inteligente. George Coleman Jr, não ficou agarrado ao fantasma de ser filho de um gigante, e  traçou o seu próprio caminho,  aqui encabeça um projecto interessantíssimo com músicos jovens e altamente profissionais. O tema é um clássico de Dexter Gordon,

Soy Califa (Dexter Gordon)

Seamus Blake

Novo cheio de ar nos pulmões e muito som para dar, Seamus Blake aqui aparece-nos a solo, sem suporte nenhum de secção rítmica. Ele e o seu sax tenor num exercício que requer atenção e elevação. Gosto da fase em que gravou para a Editora Criss Cross, onde tocou e gravou discos cheios de pujança e vitalidade. Aqui talvez queira mostrar-nos uma vez mais o seu virtuosismo.
Só para quem sente e gosta....

Body and Soul (Green)

maio 28, 2010

Bill Watrous

Ilustre desconhecido por muitos, mas muito apreciado pelos maiores do Jazz é um trombonista, muito discreto aparece-nos aqui ao lado de Chick Corea e de Ron Carter, não por favor mas por mérito próprio. Bill Watrous para além destes privou com nomes como George Benson, Hubert Laws, Billy Cobham etc...
Aqui numa balada,

Nancy, with the Laughing Face (Jimmy Van Heusen / Phil Silvers)

 

Lizz Wright

 Um belo tema de Neil Young numa fabulosa interpretação da bela Lizz.

Elvin Jones

Se falássemos de filosofia eu diria que este baterista de nome Elvin Jones, teria  sido o responsável por um corte epistemológico, mudou/alterou consciências,  ao nível musical que era o seu mar, fez rupturas, concebeu e conceptualizou um novo som para este instrumento. Musico fortíssimo  com batida inconfundível, foi ao lado de John Coltrane que teve o mundo a seus pés, o hard bop ganhou uma dinâmica nunca antes conseguida. Técnica, rapidez, emoção, expressionismo, foram algumas das suas inúmeras características .Um musico que deixou escola e muitos seguidores.
Aqui toca ao lado de um dos meus saxofonistas de eleição Sonny Fortune no sax tenor e Ravi Coltrane no sax soprano.

In a sentimental mood (Ellington)

Steve Grossman

Steve Grossman  teve a difícil tarefa de substituir Wayne Shorter, quando Miles Davis estava em profunda revolução musical. Apanhou o período de plena e pós fusão. Exímio não só no sax tenor mas também no sax soprano,  conquistou a critica e o grande publico. Continuou a carreira e é um saxofonista com impressão digital propria, não se confunde com ninguém, mostra-nos que para além de ter sido um musico progressista, não esqueceu os clássicos e as baladas.

In A Sentimental Mood (Duke Ellington)

Gabor Szabo

Gabor Szabo foi outro guitarrista Europeu com características bem peculiares, não só pela tipologia do seu som, mas também devido à guitarra que usava. Não era uma a típica guitarra Jazz, mas sim de folk, muito embora fosse adaptada em termos de equalização. Foi uma figura não muito consensual no meio jazzistico internacional, mas  trabalhou com muito boa gente, como por exemplo Chico Hamilton 5et no seu famosissimo The Dealer.
Passo aqui uma perspectiva da sua carreira com interesse, pois integra um grupo de fusão.

Attila Zoller

Attila Zoller foi um guitarrista Europeu que brilhou por muitos palcos, gravou muitos anos para a editora ENJA, e acompanhou musicos Americanos, e Europeus do mais alto gabarito. O seu som é um misto de modernidade com classicismo, um musico que merecia a plenitude enquanto vivo, mas acho que nunca aconteceu...
Deixo aqui um testemunho do seu virtuosismo, num power trio,

Obsession

maio 27, 2010

Eddie Gomez

Eddie Gomez é um contrabaixista que teve a feliz sorte de participar nos trios de Bill Evans e com ele gravou preciosidades de valor incalculável. Contrabaixista refinado na formação de trio, não deixou os seus créditos por mãos alheias quando tocou em formações mais alargadas. Neste post toca em 5 et um tema que muito aprecio, pela mestria e pelo groove da própria composição. Isto é do melhor possível.....

Mr. P.C (John Coltrane)

Lew Soloff - Trumpet
George Young - Sax
Eddie gomez - Bass
David Matthews - Piano
Steve Gadd - Drums 

Regina Carter

Conheço Regina Carter de contextos mais experimentalistas, quase a tocar no free-jazz, virtuosa violinista aqui anima-nos com um tema conhecido e muito ritmado. É das poucas pessoas a adoptar este instrumento no contexto jazzistico. Aqui com outros nomes consagrados,

Tico Tico

Regina Carter - Violin
Steve Wilson - Sax, Flute
Peter Washington - Bass
Kenny Barron - Piano
Lewis Nash - Drums

maio 26, 2010

Don Byas

Don Byas foi um elo importante entre o jazz norte americano e a Europa. Veio em tournée no ano de 1947 e esqueceu-se de voltar a casa. Correu várias capitais mas foi em Paris que se fixou. Aí acolheu inúmeros nomes sonantes do jazz americano numa acção de embaixador da música da surpresa. Em Portugal, onde contava com amigos como Luís Villas-Boas, passou muitas vezes pelo Luisiana onde tive o prazer de o ouvir num concerto informal inesquecível. Nesta sua amizade com Portugal chegou a gravar com Amália...
Morreu em 1972 vitima de um cancro pulmonar...


George Mraz

Mais um grande contrabaixista que aqui retrato, pois a sua prestação ao longo dos anos tem sido irrepreensível, musico altamente capacitado, tocou com Chet Baker, Tommy Flanagan, Stéphane Grappelli, Michael Petrucciani, entre muitos outros. George Mraz tem muitos trabalhos como sideman, o que lhe garante a confiança da mais fina flor do Jazz. Aqui em trio com

Our Delight (Tadd Dameron)

Tommy Flanagan(p)
George Mraz(b)
Lewis Nash(ds) 

Carl Fontana

Carl Fontana trombonista de outra geração, cheio de swing  e mestria, aqui muitíssimo bem acompanhado em ritmos  2/4. Homens que abriram caminhos e que felizmente muitos jovens deram e dão continuidade. A sua maneira de tocar é suave e muito ritmada, oiçamos um clássico,

If I only had a brain ( Harold Arlen / E.Y. Harburg )

Carl Fontana- trombone vara
Pete Jolly- piano
Chuck Berghofer- bass
Joe La Barbera- drums

Peggy Lee

Tão injustamente esquecida esta diva do Jazz, Peggy Lee,  não trabalhou só como cantora, mas também por vezes como actriz. Foi protegida de Benny Goodman, e menina querida de muitos dos gigantes do Jazz, não só pela sua beleza pessoal, mas também pelo seu enorme talento. Aqui num clássico imortal...
Ora vamos lá bater o pézinho! 

Fever (Eddie Cooley / John Davenport)

Peggy Lee (Vocals)
Max Bennett (bass)
Jack Sperling (drums)

Marcus Printup & friends

Fixem este nome e mais os que se seguem. O jazz não morre, que a juventude não deixa!

Victor Goines - Sax
Marcus Printup - Trp
Ted Nash - Flt
Riza Hequibal - Harp
Rufus Reid - Bs (Este já não tão jovem...)

Na famosa casa de chocolates de New York City, Mariebelle.
É de comer, ouvir e chorar por mais...

maio 25, 2010

Rufus Reid

Rufus Reid pertence ao naipe de contrabaixistas que fizeram e fazem escola, melódico, nunca perdeu o sentido estético do que é tocar bom e fino Jazz, seja em formações alargadas ou num contexto mais intimista do trio clássico. Aqui numa actuação onde podemos ver a sua destreza no belo contrabaixo.

Bob Mintzer

Bob Mintzer, é um saxofonista/flautista que trabalhou essencialmente ao nível das big band`s  como arranjador, transportou a sua forma elegante e sóbria de tocar para formações de grande porte. Contudo a delicadeza e a subtileza dos arranjos e orquestrações estão sempre presentes, mantendo um nivel de musicalidade bastante elevado. Aqui podemos vê-lo ao lado de um gigante do contrabaixo Rufus Reid.

Javon Jackson

Javon Jackson é da nova geração e toca muito bem, aqui podemos vê-lo com mestres da velha guarda como Ron Carter ou Joe Chambers. Discruso fluente, e abundante é um dos novos saxofonistas que passou pela poderosa escola de  Art Blakey's Jazz Messengers. De estilo hard bop bastante sustentado, mostra-nos a proeza de estar ao lado do grande Bobby Hutcherson tem um curriculum vitae invejável.

maio 24, 2010

Michel Camilo

Mais um pianista de origem latina, Santo Domingo, a brindar-nos com um jazz musculado e cheio de latin mode.

Anthony Jackson,Baixo
Horacio "el negro" Hernandez, bateria (cuidado com ele!)

On Fire

James Newton

James Newton, outro bom e grande flautista, desta feita com características bastante diferentes, pois a sua linguagem é de puro Jazz, ao lado de gigantes faz o seu belíssimo discurso. Aconselho um disco da ECM, onde Newton mostra toda a sua capacidade enquanto flautista, Axum .
Aqui num tema belissimo de Bobby Hutcherson

Little B`s Poem (Hutcherson)

Jorge Pardo

Jorge Pardo, flautista/saxofonista, integrou em tempos um 6 et de Jazz onde o líder era Paco de Lucia, numa daquelas experiências de Jazz Flamenco. É um musico com muita experiência e talento, muito embora não seja um nome badalado. Chick Corea também foi um dos nomes com quem trabalhou, a qualidade da sua musicalidade acrescenta algo de muito especial a temas de perfil mais mediterrânico. Aqui num desempenho muito bonito com a sua  Zauberflöte (flauta mágica). Aconselho Live.. One Summer Night

maio 23, 2010

Patricia Barber

Patricia Barber, uma das cantoras e pianistas mais originais do jazz actual num registo do seu antigo album Night Club que me seduziu desde o início. Um amor à primeira vista...

maio 22, 2010

George Shearing

Um Sr. muito erudito, George Shearing é das ultimas lendas do piano Jazz vivas, autor de temas como Lullaby of Birdland, e Conception que se tornaram jazz standards brinda-nos aqui com um duo de piano e contrabaixo. Apesar da idade ainda trata muito bem o piano.

Lullaby of Birdland (Shearing)

George Shearing(p)
Neil Swainson(b)






 

Michael Formanek

Michael Formanek, é um aventureiro muito bem sucedido no Jazz. Contrabaixista robusto e muito associado ao Jazz de vanguarda principalmente quando gravou para a Editora ENJA, Formanek parece um visionário, faz coisas de extrema beleza estética, muito embora este conceito seja sempre discutível. Aconselho dois cds,  Low Profile , e Nature of the Beast  .

Caravan (Ellington)

Kenny Drew jr.- piano
Michael Formanek- bass
Clarence Penn- drums

Richard Davis

Mais um contrabaixista muito criativo, que não se fica só pela linguagem do Jazz e mistura-a com um pouco de funky/fusão. Richard Davis é um dos tais inconformados que apareceu nesta grande historia que é o Jazz. Para além de ser um músico de primeira linha, é também professor na University of Wisconsin–Madison, passam por ele novos talentos, e com isso ajuda-os a começarem uma carreira.
Aconselho The Bassist: Homage to Diversity.

Buster Williams

Buster Williams, é um contrabaixista que dá vontade de ouvir em repeat, atrevo-me a dizer que o contrabaixo não tem segredos para ele, é como se fosse uma extensão dos seus próprios braços. Dotado de uma técnica muito acima da media, tem acompanhado todos os bons músicos de Jazz a nível mundial. É difícil dizer com quem é que ele já não tocou. Vamos escuta-lo aqui com muita atenção, pois é merecida... 

Yusef Lateef

Yusef Lateef  é um histórico do jazz que começou a sua carreira ao lado de nomes consagrados, mas o seu espírito inquieto, procurou outras formas de expressão musical dentro do Jazz. Toca uma infinidade de instrumentos de sopro, e faz a fusão entre o Jazz e uma espécie de orientalismo. Nesta fase da sua carreira faz um Jazz muito cerebral, coisa que é para se ouvir com conta peso e medida. Dos seus tempos áureos aconselho Eastern Sounds

William Claxton

William Claxton, retratou como ninguém a imagem do  Jazz, expressões, movimentos, ângulos, quer seja ao vivo e a cores, ou em estúdio com poses devidamente estudadas. Há fotografias verdadeiramente memoráveis. E disso deu-nos conta !!!
Para os amantes da fotografia é sem duvida uma referência, quase todos os nomes passaram pela sua objectiva. Retratos pessoais, e capas de discos, tudo fez parte do seu enorme espólio. Documentou os melhores momentos da historia do Jazz, contribuiu para que a nossa memória visual se tornasse riquíssima. Faço aqui a nossa homenagem sabendo de ante-mão que é um tema muito querido pelo amigo e grande fotógrafo Eurico.
Post com música de Gerry Mulligan Sextet (não identifiquei os músicos).  

maio 21, 2010

André Fernandes

Cada vez  gosto mais desta nova geração de músicos Portugueses, pela atitude e pela filosofia,  André Fernandes guitarrista é um exemplo vivo disso. Este não é um post normal, pois não passa  nenhum tema musical em particular, mas retrata com sinceridade e humildade a clareza e a coerência desta juventude. 
Numa entrevista na RTP 2, André Fernandes abre um pouco do seu livro pessoal, e revela-nos um pouco da sua personalidade musical. Coadjuvado por parceiros seus, dá para ver que o Jazz Nacional começa a ficar bem entregue. A sua sinceridade é desarmante...

Moreiras Jazztet

Uma família dedicada inteiramente a esta nobre causa que é o Jazz. Pai e filhos no panorama do Jazz Português têm lugar cativo, desde os primórdios ainda no tempo da outra senhora já Bernardo Moreira (pai) tocava contrabaixo na malograda cave (Hot Club). Depois foi só incutir o bichinho aos filhos, e todos eles aceitaram como do pão pra boca se tratasse!
A curiosidade deste post é que o Bernardo Moreira pai participa tocando não contrabaixo, mas sim trombone baixo.
Aqui num clássico de Benny Golson

Whisper Not (Golson)

João Moreira (flugelhorn)
Pedro Moreira (sax-tenor)
Bernardo Moreira (pai)(trombone)
Miguel Moreira (piano)
Bernardo Moreira (filho)(contrabaixo)
Carlos Vieira (bateria).

Afonso Pais

Afonso Pais é mais um fruto da Escola de Jazz Luis Villas-Boas, prosseguiu os seus estudos nos USA e tem uma actividade musical e pedagógica intensa. Pela Europa já tocou nos mais conceituados festivais de Jazz, ao lado de nomes sonantes. Destaco também o seu trabalho com Edu Lobo, esse gigante da MPB que se rendeu ao evidente, o menino veio para ficar. Escreveram um tema em parceria Roda Dentada, e a consagração foi plena. Músico de grande carácter, personalidade e equilíbrio, habituou-nos ao mais fino e refinado jazz Nacional.
Aqui num dos mais importantes festivais de Jazz do país (Festa de Jazz do São Luiz) ao lado de uma cantora, também ela jovem e com muito talento apresento-vos Joana Machado.

Roda Dentada (Afonso Pais/Edu Lobo)

Joana Machado- voz
Afonso Pais- guitarra
Carlos Barreto- contrabaixo
Alexandre Frazão- bateria

maio 20, 2010

Quincy Jones. 75º aniversário

-Avô. Isto é jazz?
-Bem...muitos dirão que não é bem jazz. Muito preparado e ensaiado com os solos já pensados...
- Mas eu acho que sim...
-Ah é! Então porquê?
- Oh avô. Olha só para o ar feliz dos músicos! Tem de ser jazz...

Lisa Ekdahl

Cantora de estilo híbrido tanto pode actuar no meio Pop como no Jazz, guitarrista e pianista a sua voz a mim encanta-me. Smooth e muito fresca Lisa Ekdahl  tem uma obra que aconselho Sings Salvadore Poe. Neste trabalho podemos ouvi-la cantar e tocar de forma altamente profissional, rodeada de bons músicos e excelente  reportório. 
Aqui num registo mais bluesy/jazzy.

João Donato

Falar de João Donato é falar da Historia da MPB, começou pelo acordeão, passou pelo trombone e só parou no piano. Trabalhou com a mais fina flor musical do Brasil e ainda continua no activo. Tanto a sua geração, como a geração da 2ª vaga da bossa-nova, respeitam-no e requisitam-no, a sua experiência é colocada nos píncaros quer como pianista quer como arranjador.
Aconselho um disco,  Wanda de Sá com João Donato.

Oscar Castro Neves

Oscar Castro Neves foi figura de proa no inicio da bossa-nova, guitarrista, arranjador, produtor, foi figura fundamental na divulgação deste género musical pelos 4 cantos do mundo. Nasceu no meio de uma família musical,  ele e seus 3 irmãos são todos músicos, todos tiveram muita importância no circuito "intelectualoide" formado por esta geração.
Participou no famoso concerto do Carnegie Hall, em 1962, e lançou a sua carreira ao lado de Stan Getz, Keter Betts, João Gilberto, Tom Jobim, Carlos Lyra etc...
Aqui num tema do mestre Tom Jobim, 

Águas de Março

Raphael Rabello

Raphael Rabello  foi outro mestre da guitarra de 7 cordas, os seus professores logo se aperceberam que se tratava de um caso raro de virtuosismo, e houve quem afirma-se ""Ele não tem limitações. Técnica, velocidade, bom gosto harmônico, um artista completo."
A analise nada tem de errado e isso podemos comprovar  neste post, onde toca para Marisa Monte cantar um clássico. Não será a praia dela mas o exercício tem 20 valores!
Pura beleza....

 Cry Me a River (Arthur Hamilton)

Yamandu Costa

Yamandu Costa é um menino prodígio na MPB, não sei se peca por virtuosismo em demasia ou não! Toca de maneira alucinada o seu violão de 7 cordas. Musico muito telúrico, sabe como ninguém tocar e interpretar temas de outros exímios compositores. Tem como referencias Baden Powell, Raphael Rabello   e Radamés Gnatalli (maestro e compositor de recorte muito fino).
Aqui toca em combo, coisa que não é muito usual de se assistir.
Apreciem o momento...

Luiz Bonfá

Luiz Bonfá foi uma espécie de intelectual na guitarra, virtuoso, metódico, criativo. Parceiro de nomes como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Garoto, Johnny Alf, João Donato, João Gilberto entre muitos outros foi compositor dos mais belos temas de bossa-nova que o jazz mais uma vez aproveitou. Temas como Manhã de Carnaval, The Gentle Rain, Samba do Orfeu são de sua autoria e de grande beleza melódica.
Aconselho um cd de cabeceira, Solo in Rio 1959 Live .

Luiz Bonfá- voz e guitarra.

maio 19, 2010

Nana Vasconcelos

Nana Vasconcelos, é talvez dos percussionistas mundiais o mais criativo, tudo serve para fazer som, como dizia Hermeto Pascoal -" Só não toca quem não quer"... E este senhor toca quase tudo que mexa!
Este post é muito curioso, pois mostra-nos uma faceta desconhecida de outro grande percussionista/baterista Jack Dejohnette a tocar teclas, dizem que foi o primeiro instrumento dele, mas ainda bem que mudou, senão o Jazz ficaria bem mais pobre ao nível da drum beat. 
Um post diferente com muito para ver...

Charlie Byrd

Outro gigante da guitarra acústica foi Charlie Byrd, com uma carreira recheada de sucessos ao lado dos mais brilhantes, dos seus dedos saem poemas sonoros. Podemos vê-lo  tocar nos mais variados contextos e formações,  sempre muito distinto e fiel ao seu estilo. Passeia classe, técnica e musicalidade.
Aconselho  I've Got The World On A String

Wave (Tom Jobim)

Charlie Byrd (g)
Joe Byrd (b) 
Chuck Redd (d)

Laurindo Almeida

Laurindo Almeida , guitarrista brasileiro que juntou os sons, e técnicas da musica clássica ao jazz, na arte de tocar guitarra. Depois foi só misturar uma pitadinha de bossa nova, e surgiu um musico muito ecléctico. Há quem defenda que foi um dos pioneiros na divulgação da bossa nova nos States. Aqui podemos ver um pouco do seu virtuosismo.

Dear Hart (Henry Mancini-Jay Livingston-Ray Evans)

L.A. FOUR

Quarteto formado por grandes nomes do Jazz, visitou o nosso país no festival de Jazz mais conceituado da altura, Cascais Jazz Festival. Gosto de todos eles pela sua mestria e dedicação. Não sei se o meu amigo Eurico possui fotografias deste encontro histórico.

Laurindo Almeida- g 
Bud Shank- fl, st,
Ray Brown-b
Shelly Manne-d



Eurico diz:
Aqui está uma foto dessa actuação. Não me saíram lá muito bem...

Buck Clayton

Buck Clayton trompetista da velha guarda foi muito importante no Jazz do seu tempo, pertenceu talvez à primeira associação de musicos de Jazz formada pelo produtor  Norman Granz, a Jazz at the Philharmonic.  O papel de Norman Granz, foi de fulcral importância para o nascer da Editora Verve.  Buck Clayton tocou com Lester Young, Coleman Hawkins, Charlie Parker, Dexter Gordon, Billie Holiday, Stan Getz, Hank Jones, Ray Brown, Herb Ellis e muitos outros. Gosto particularmente do seu trabalho como sideman com Billie Holiday, e aconselho Lady Day: The best of Billie Holiday. Pode ser um musico datado, mas foi muito importante para o lirismo no trompete. Aqui com funções de band leader/composer a idade já não perdoava.
Fica mais uma vez o Swimg destas grandes big band`s

maio 18, 2010

Gary Burton & Chick Corea

Eram jovens e inovadores. O seu talento rapidamente atraiu a editora ECM que publicou inúmeros êxitos dos dois músicos, juntos e separados. Ouço-os há 30 anos e é sempre um prazer renovado. Este tema, Cristal Silence faz-me sonhar, sempre, com o mar. Sei lá porquê...


Palle Danielsson

Palle Danielsson é um contrabaixista Nórdico (Sueco), que deu cartas na Editora ECM juntamente com nomes como Jan Garbarek, Charles Lloyd, Steve Kuhn, Bobo Stenson, Keith Jarrett entre outros, o seu Jazz tem necessariamente características dessa área geográfica. Assim como a indelével presença do som desta Editora, Jazz elaborado e por vezes um pouco frio, mas de grande valor técnico e melódico. Bom improvisador, mas por vezes algo distante, característica típica deste Jazz longínquo. Aconselho os seus trabalhos com Charles Lloyd.

Rod Stewart

Um músico que veio do pop rock mas que se rendeu às evidencias do musical (palavra que pode parecer anacrónica) por isso prefiro dizer ao  songbook Norte Americano. Assisti em tempos a uma reportagem televisiva, em que ele próprio teve duvidas e muitas incertezas antes de se afirmar como crooner. Posteriormente li que foi uma aposta conseguida. A responsabilidade de tal sucesso não se deve só pela carga de pop star que construiu e que materializou ao longo de uma longa carreira, mas devido à flexibilidade da sua voz rouca e quente, com grande perfil para estes temas.

Isn’t It Romantic (L. Hart and R. Rodgers ) 

Bob Brookmeyer

Bob Brookmeyer trombonista, arranjador, condutor  e pianista que dispensa apresentações para os amantes do jazz. Começou a sua carreira ao lado de nomes como Gerry  Mulligan, Jimmy Giuffre ou Chet Baker. O seu instrumento é o trombone  de válvulas, e a ele foi dedicado grande parte da sua carreira. Ultimamente tem passado o legado aos mais novos, dinamizando e criado big band `s. Aqui podemos vê-lo, não a tocar, mas a dirigir jovens talentos.

Gary Peacock

Mais um contrabaixista que gravou muito para a editora ECM, e com o grande keith Jarrett nos seus trios com Jack DeJohnette. Neste contexto gravaram muito e bem. Gary Peacock é um contrabaixista discreto mais parece um metrônomo, certinho e preciso, não compromete e sustenta bem essa arte de tocar em trio. Aqui com o saudoso baterista Billy Higgins e o guitarrista brasileiro Toninho Horta.

Isn’t It Romantic ( L. Hart and R. Rodgers )

Curiosidades

Para demonstrar que o talento muitas vezes passa pela alma, e não pela rigidez teórica** administrada  por conservatórios e escolas tradicionais de musica.
**Não que seja contra, muito pelo contrario mas gostava de dar outra perspectiva...

maio 17, 2010

Hank Jones morre aos 91 anos

Hank Jones faleceu ontem. Aqui fica a nossa humilde homenagem com outro grande pianista, Kenny Drew, desaparecido há muito.

Bill Evans

Bill Evans é uma das grandes lendas do jazz. A sua morte precoce, aos 51 anos, não evitou o enorme legado para os pianistas que lhe sobreviveram.

Da sua longa discografia saliento um dos meus preferidos You must believe in Spring. Sem este registo, qualquer colecção de jazz fica incompleta. Lá poderemos encontrar este tema: The Peacocks


Lee Morgan

Um dos mais talentosos e influentes trompetistas do hard bop do Jazz recente, Lee Morgan, gosto de quase tudo o que fez enquanto líder e mesmo como sideman. Este parte corações viu a sua vida terminar após uma crise de ciúmes da sua esposa, num acto de pura loucura,  com isto perdeu-se uma talento sem igual no jazz em geral, e no trompete em particular. Aconselho talvez a sua obra mais carismática, impossível não gostar The Sidewinder .

Tolvan Big Band

Uma big band feita por uma panóplia de músicos de origem escandinava, com reportório próprio e excelentes executantes.Muito embora sejam quase todos do desconhecimento do grande publico estes brilhantes músicos liderados pelo saxofonista Helge Albin, convidam sempre um nome de grande projecção mundial para trabalhar junto deles, desta feita convidaram Michael Brecker um velho conhecido cá da casa.
Desta big band aconselho um disco memorável e muito em conta, Tolvan Big Band Plays the music of Helge Albin

Jim Rotondi

Jim Rotondi é um trompetista de grande sensibilidade sonora, inovador e muito pouco acomodado ao som tradicional do seu instrumento, por vezes electrifica-o. O seu som é dinâmico, um misto de clássico com vanguardista sem cair no free-jazz. Talvez sejam influências do mestre Davis, não na forma mas no conteúdo. É um trompetista que reúne o respeito dos seus pares, e gravou dezenas de discos.

The nigth has a thousand eyes ( Brainin/Bernier) 

maio 16, 2010

Leo Parker

Saxofonista barítono que surgiu meteoricamente no auge do be bop, e tocou com todas as grandes estrelas da altura. A carreira de Leo Parker   durou pouco  mas deu para ver que era um grande talento. Aconselho Let me tell you `bout it.

Miles Davis

Miles, no final da sua fase acústica, com aqueles que viriam a ser das figuras mais importantes do jazz.

Miles Davis - Trumpet
Wayne Shorter - Soprano & Tenor sax
Chick Corea - Rhodes
Dave Holland - Bass
Jack DeJohnette - Drums

maio 15, 2010

Philly Joe Jones

Para mim foi o melhor baterista de Miles Davis nos seus famosos quintetos com John Coltrane. Baterista de outra geração, mas que deixou fortes influências nas gerações vindouras Philly Joe Jones não teve mais sucesso pois perdeu-se infelizmente no mundo das drogas e do álcool. O seu legado no pós be bop foi imenso, sempre gostei dele e faço aqui a devida homenagem. 

Sting canta Ivan Lins

É apenas uma canção mas de autoria de Ivan Lins e cantada por Sting. No big deal!
O CD está cheio destas coisas nas vozes de celebridades...

Stan Getz

Getz no melhor da sua vida.

Stan Getz - Tenor Sax
Gary Burton - Vibraphone
Steve Swallow - Double-Bass
Roy Haynes - Drums

Tito Paris

Não será propriamente o estilo de música que consumo em primeira linha, mas este Sr. tiro-lhe o chapéu, dá pelo nome de Tito Paris, ao assistir a um concerto dele ao vivo, apercebi-me do seu enorme talento enquanto guitarrista. Reconhecia perfeitamente as suas capacidades como vocalista de mornas, coladeras, e funanas (música de Cabo-Verde) mas como guitarrista foi uma agradável surpresa, posso dizer que se não é virtuoso, anda lá muito perto.

Padoce di céu azul (Valdemiro Ferreira(Vlu))





Bô é coisa mais linda
Que já m`oiá na céu de Cabo Verde
Padoce de céu azul
Que núvem ninhum consegui escondê

Já m dzêb êl tcheu vez
Ma nunca bô levam a sério
Dêss confusão que vida é
Bô é únic beleza que ta restam

Crêtcheu, crêtcheu
Once forever once for all
Crêtcheu,crêtcheu
Once forever you`re the one

Bô é darling,poesia, riquesa
Amor e compreênção
Padoce de céu de Verão
Qu`incompreênsivelmente caím na nha mon

Mar, dam bô compreêncão
Quê pa calmam ess nha coração
Bô quê nha mundo
Bô quê nha Deus

maio 14, 2010

Pat Metheny Trio

Pat em trio; Question & Answer

Question: quem é o maior na guitarra?
Answer: Pat Metheny
e para que não haja dúvidas, acompanhado por dois Grandes Senhores.

02 Novembro 1990
Pat Metheny - Guitars
Dave Holland - Bass
Roy Haynes - Drums


Greg Osby

Mais um talento saído da Berklee College of Music com uma carreira de grande qualidade. Osby foi, durante muito tempo, uma importante contribuição para a etiqueta Blue Note em parceria com nomes como Andrew Hill, Jim Hall, Terri Lyne Carrington, Jason Moran etc.

Aqui numa antiga colaboração com Herbie Hancock.

Jimmy Gourley

Jimmy Gourley, guitarrista de Jazz norte Americano, que viveu e fez grande parte da sua carreira na Europa.
Just play guitar...

Four and six/Summertime.

Poemas e estados de alma.

Ouvi com muita atenção a melodia, e sobretudo a letra do post anterior (Pedro Abrunhosa), e não fiquei indiferente à mensagem nele implícita. Tocou-me achei de grande beleza, de uma sensibilidade extrema. Viajei  pelos nos meus pensamentos (durante e depois de ouvir), e recordei-me de um poema, da poetisa que agora ando a ler e decidi  postar.

"Tu és a folha de outono voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade - a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão"...



maio 13, 2010

Pedro Abrunhosa

Goste-se ou não da voz (eu gosto), Abrunhosa é uma marco na evolução da música ligeira portuguesa de inspiração R&B. O seu trabalho Viagens foi uma pedrada no charco.
Pode-se não gostar do seu ar um pouco cabotino, mas no circo mediático isso ajuda à notoriedade, sem a qual é difícil vender até a qualidade.
Aqui um dos seus trabalhos mais recentes...

Joshua Redman

Joshua Redman a explicar porque é um dos sax-tenor mais importantes da nova geração.

My one and only love


Saxolandia

Edito aqui um post muito interessante, que dá para termos uma perspectiva de diferentes abordagens sonoras, mas todas elas ligadas por dois denominadores em comum, o Jazz e o Saxofone. Phil Woods(as), Plas Johnson(ts), Benny Carter(as), Hidehiko Matsumoto(ts), numa verdadeira avalanche de som, a sessão rítmica é composta por  Chris Neville (p), Larry Gales(b), Sherman Ferguson(ds).
Jazz do mais mainstream possível, mas de grande qualidade, no meu caso gosto muito de Plas Johnson  o homem da pantera cor de rosa. Muito bonito este discurso musical, 4 sax`s que encaixam na perfeição.

Crazy Rhythm (Irving Caesar/ Joseph Meyer/ Roger Wolfe Kahn)

Frank Foster

Frank Foster, é produto das grandes big bands de Jazz como a de Count Basie, e a de Thad JonesMel Lewis  Orchetra, saxofonista de grande sensibilidade sonora e exímio arranjador/condutor tem um percurso de sucesso no Jazz. Também co-liderou formações mais reduzidas, como um 5et juntamente com outro brilhante saxofonista Frank Wess, e fez digressões pela Europa com Jimmy Smith
Líder nato, aqui conduz e toca com a The Count Basie Orchestra, vários temas do reportório Jazzistico.
O swing mágico e cool das big band`s.

Tania Maria

Uma pianista brasileira que passeia classe, brota musica de tudo o que é parte do seu corpo. Seja no canto ou no assobio, mas essencialmente na percussividade das teclas do seu piano. Aqui com um monstro do Jazz
Niels Orsted Pedersen  no contrabaixo.

maio 12, 2010

Michael Brecker e ... velhos amigos

Song for Bilbao - de Pat Metheny - Grande Momento de jazz com um dos melhores 5tet de sempre.

Michael Brecker - Tenor Sax
Pat Metheny - Guitars
Joey Calderazzo - Piano
Dave Holland - Bass
Jack DeJohnette - Drums





Já sei Rafael... não gosta desta guitarra. Mas repara na técnica da palheta...

Anna Maria Jopek

Don't speak - A beleza fala por si...

...Set Them Free....

Sting e liberdade na sua mais pura expressão (artística, cultural, passional, ideologica) ,nunca são demais...
É impossível cansar!

If You Love Somebody Set Them Free (Sting)

maio 11, 2010

Blue Note's Magnificent 7

A palavra e a música de 7 estrelas da etiqueta BLUE NOTE

Rosenberg Trio

Desta feita estes virtuosos guitarristas distanciaram-se um pouco do Jazz Manouche e interpretam um tema da dance music "Sunny". Os arranjos que fizeram são dignos de bater o pézinho, muito swingados e cheios de ritmo, gosto de ouvir outro reportório que não o clássico. Todos eles parece que brincam com a guitarra, que bom ver tocar assim!

Sunny ( Bobby Hebb )

Gil Melle

Trago aqui mais um ilustre desconhecido que muito gosto de revisitar, Gil Melle saxofonista barítono, muito ecléctico e progressista pro seu tempo. Reinou no auge do be bop e do pós bop, os seus combos/composições sempre foram inovadores para a sua época, quer pela forma quer pelo conteúdo. Mas para terem uma ideia do que falo, terão que ouvir um trabalho raro e muito bem concebido pela OJC Records, confesso que quando ouvi fiquei viciado.... Gil`s Guests .

Ballet Time

Gil Melle (bs)
Joe Cinderella (g)
Billy Phillips (b)
Ed Thigpen (ds)

Lew Tabackin

Saxofonista desconhecido do grande publico, mas que tem feito uma carreira sustentável, quer em pequenos combos ou com a big band da sua esposa Toshiko Akiyoshi (pianista e band leader). Lew  Tabackin, também toca flauta e muito bem, para além do sax tenor. É um saxofonista que por vezes é colocado no limbo da esfera Jazzistica, posso garantir que é uma verdadeira injustiça. Aconselho I`ll be Seeing You.



maio 10, 2010

Sam Rivers

Sam Rivers é um campeão de longevidade. Nascido em 1923 atravessou a história do jazz sempre com o entusiasmo da inovação. Bebop, free-jazz ao comando do sax, flauta, oboé, etc, fez do ensino uma das suas ocupações. A Orquestra RIVBEA (de Rivers & Bea, sua mulher) continua activa e de boa saúde.

Aqui em 1989 com um baixo e um guitarrista que não consigo identificar...

Nelson Cascais

Outro musico de destaque no panorama do Jazz nacional é Nelson Cascais contrabaixista, estudou com Carlos Barreto e Bernardo Moreira (contrabaixistas também). Estudou na Escola de Jazz Luis Vilas-Boas e seguiu os seus estudos no Conservatório Nacional. O seu Jazz é inteligente e de grande qualidade, é bom sentir - "O que é Nacional é bom!"  A nova geração de músicos Nacionais não desencanta, muito pelo contrario, canta e encanta!!!
Ao vivo na Festa do Jazz 2007, Teatro S. Luiz, Lisboa.

Pedro Moreira - tenor sax
André Fernandes - guitar
Nelson Cascais - double bass
Jesse Chandler - piano
Bruno Pedroso - drums

Carlos Barreto

Um dos nossos maiores contrabaixistas da actualidade Carlos Barreto, é um músico com grande sentido artístico e estético (termo que podemos aplicar também à sua pintura), não só mas suas obras de autor como também no trio de Bernardo Sassetti. Musico de carácter irrequieto, podemos vê-lo em diferentes palcos e contextos, desde o Jazz de perfil mais mainstream, ao experimentalismo quase minimalista.
É responsável juntamente com Alexandre Frazão (baterista) e Bernardo Sassetti (pianista) pelo melhor jazz que se faz em Portugal no que se refere ao tocar em trio. Com esta formação aconselho Nocturno.
De sua autoria aconselho Radio Song e Solo Pictórico.

Paquito d'Rivera

Este saxofonista Cubano é o símbolo da liberdade quer musical quer ideológica, nascido num país onde a liberdade de expressão e cultural são fortemente reprimidas, nunca se acomodou ao meio e procurou novos horizontes fora da sua terra natal. Paquito d'Rivera para alem de tocar saxofone alto, também toca eximiamente clarinete, produz um som que funde o Jazz/latino com a musica clássica e outras sonoridades. Tem como companheiros todos aqueles que amam a liberdade, como se requer e necessita no Jazz.

maio 09, 2010

Joe Henderson Big Band

A minha última aquisição musical é um CD de Joe Henderson, um dos meus mais queridos saxofonistas. Este trabalho, gravado em 1992 e 1996 é uma pérola. Nele colaboram numerosas estrelas do mainstream como Freddie Hubbard, Nicholas Payton, Chick Corea, entre muitos outros. Mais uma compra nos usados da AMAZON.
A música é do melhor e a gravação e mistura também. Não me canso de ouvir.
Aqui deixo o tema A Shade of Jade de Henderson que fez o arranjo e produz uns solos deliciosos, intervalando com Freddie Hubbard (tp)


Informação - Dança

Dança no Teatro S. Luiz.

Sonny Stitt

Conheci pessoalmente o grande saxofonista Sonny Stitt numa das suas visitas a Portugal, país que ele adorava. Personagem afável e um dos maiores do sax do seu tempo.
Voltou depois em 1981 com Tete Montoliu numa actuação na Aula Magna UL. Viria a falecer um ano depois vítima de um cancro que ele ignorava ter. A foto abaixo é desse evento.
Este registo foi feito meses antes da sua morte.



Stanley Clarke

Stanley Clarke contrabaixista virtuoso que aqui explora profundamente as capacidades sonoras do seu instrumento. Tocou com os maiores ícones do Jazz da actualidade, sendo um deles Chick Corea. Participou na banda Return to Forever , e gravou pérolas de valor incalculável, como  o muito citado álbum  "Return to Forever"  que eu e o amigo Eurico tanto veneramos.  

School Days

Kenny Burrell

No comments enjoy yourself.
Kenny Burrell

Jeannine (Duke Pearson)

Anthony Braxton

Uma das figuras de proa do movimento free-jazz, Anthony Braxton gravou com músicos de várias tendências e "músicas". A sua vida musical correu do jazz à electrónica e dos sopros à composição.
Da fase mais emblemática recomenda-se The conference of the Birds

Ouvi-mo-lo aqui com Chick Corea, em plena juventude, num tema de Coltrane; Impressions

maio 08, 2010

Jackie McLean - Demon's Dance

Ao dar uma arrumação aos meus vinil's encontrei velhos amigos que, de tanto rodar, perderam o silencio do plástico original, dando origem a uma enervante fritadeira. Este Demon's Dance merece que eu compre o CD respectivo na AMAZON.
Nesta pérola do bebop, podemos ouvir não só McLean em saz-alto, onde as escalas mais baixas são soberbamente exploradas quase parecendo um tenor, e também um dos trompetes mais queridos, por mim e pelo Rafael (Woody Shaw).
Quantas vezes eu dancei com os meus filhos (André e Miguel) ao som desta magnífica música...


Sweet Love Of Mine
que, mais uma vez, não está completo...

Tal Farlow

Lirismo, técnica, precisão, swing, discurso fluido, são algumas das características deste guitarrista, Tal Farlow que diziam ter uns dedos longos o que facilitava mais a sua técnica, a de bem tratar a guitarra Jazz.  Reparem no trabalho melódico (escalas) e harmónico, que ele desempenha ao longo do braço da guitarra, é de trocar os olhos a qualquer um...
Aconselho The Swinging Guitar of Tal Farlow, absolutamente essencial numa boa discografia de Jazz.
Aqui a solo num clássico de Errol Garner.

Misty (Errol Garner)

Grant Green

Guitarrista com muito swing, com uma sonoridade algo ambígua entre a guitarra jazz e a guitarra funky em alguns trabalhos. Aconselho vivamente uma obra de culto deste precioso guitarrista Idle Moments onde trabalha com a mais fina flor do jazz.

It ain't necissarilly so (George & Ira Gershwin)

Carmen McRae

Mais uma diva do  Jazz, em tempos ouvia muito, da linha de Billie Holiday tem a alma na voz.  Carmen McRae conquistou o coração e os ouvidos de todos os grandes Jazzmen do seu tempo. A sua discografia é imensa mas aconselho particularmente um álbum, que ela só se dedica ao universo de Thelonious Monk .
Carmen Sings Monk

Im Glad there is you (Jimmy Dorsey/Paul Madeira)

maio 07, 2010

Sting

Fonte inesgotável de talento, aqui num concerto em Paris depois da carreira com o Power trio The Police.
A sua melhor banda de sempre, Jazzy com a devida qualidade...

Bring On The Nigth (Sting)

Eddie Lockjaw Davis

Histórico pelos seus duetos com outro gigante do sax tenor, Johnny Griffin, este saxofonista Eddie Lockjaw Davis  teve uma carreira algo apagada mas não menos talentosa. Pertence ao naipe dos grandes, exímio nas baladas é um musico de forte expressão sonora.  Aconselho The Tenor Scene

I can`t Get Started ( Ira Gershwin / Vernon Duke )

maio 06, 2010

Freddie Hubbard - "Red Clay"

Um dos meus álbuns de culto. Tanto girou, que se gastou. RedClay

Freddie Hubbard (tp)
Joe Henderson (st)
Herbie Hancock (ep)
Ron Carter (b)
Lenny White (bt)


Mais uma vez não chega ao fim por causa do cego limite de 10min! Mas vale a pena...

Rob MCconnell

Musico injustamente desconhecido do grande público, fez grande parte da sua carreia na sua própria Big Band. Geograficamente gravitou entre a Europa e o Canada sua terra natal. Começou a ter projecção  com a big band de Maynard Ferguson. Este musico de nome Rob MCconnell foi um trombonista que à semelhança de Bob Brookmeyer elevaram o trombone de válvulas ao estrelado no meio Jazzistico.
Aqui com a sua Big band, com um grande solo de flauta de um ilustre desconhecido.

Stanley Turrentine

Um sax tenor funky que eu muito apreciei em tempos. Stanley Turrentine (  faleceu em 2000 ) tinha um discurso e sonoridade que influenciou muitos dos saxofonistas de música a metro que as séries de tv americanas usam e abusam. Talvez por isso me cansei um pouco dele. De qualquer forma recomendo um álbum que ainda habita na minha estante; Sugar

Podemos aqui ouvi-lo numa fase bastante boa; Sugar

French Horn

Um post um pouco diferente dedicado a um instrumento diferente, French Horn ou Trompa , pouco usado  e quase desconhecido no Jazz este instrumento vingou em pleno na música clássica. No que respeita ao Jazz o seu maior divulgador foi  Julius Watkins , musico muito requisitado pelos seus contemporâneos, devido à sua maravilhosa técnica e sonoridade. Infelizmente não há registos áudio-visuais desse grande talento, mas passo aqui jovens que continuaram a explorar a sonoridade da trompa. Um jovem desconhecido mas com bom sopro.

Brasylvia

Rickie Lee Jones

Outro talento feminino que atravessou varias fases, vários momentos de criação e inspiração Rickie Lee Jones. Vocalista pianista e guitarrista, tem uma postura ímpar na música, o pop, o blues e o Jazz são o seu meio natural.
Como Ml disse há uns dias sobre Joss Stone " ainda não a individualizo muito",  no caso desta senhora, fiz um exercício parecido e posso dizer, que no seu estilo é única. Aqui com outro grande pianista de blues/rock  Dr. John. De Rickie Lee Jones aconselho Rickie Lee Jones


Makin' Whoopee (Walter Donaldson/Gustav Gerson Kahn)

maio 05, 2010

Música contra a exclusão - Caso português

A ideia foi semeada na Venezuela (El Sistema), onde floriu abundantemente, e em Portugal começa agora a rebentar também, ao fim de 2 anos de germinação.
Alguém ainda duvida que a música pode salvar vidas?



A Orquestra Geração é um projecto patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian

Orquestra Sinfónica Juvenil para combater a exclusão social

Dó-ré-mi para a cidadania

Tony Bennett

Mais um crooner de elevadíssima qualidade  Norte Americano, o grande songbook ficou mais rico com as suas excelentes interpretações. Homem de estilo mui elegante e requintado, soube cantar como ninguém os grandes clássicos da Broadway. Trabalhou com uma infinidade de músicos de Jazz, o qual destaco e aconselho um trabalho de voz e piano, realizado com o pianista Bill Evans. Tony Bennett / Bill Evans Album.
Num classico,

The Way you look tonight